Mais um elogio da critica especializada para a nossa coleção....
Focus 2.0. O de fora valoriza o de dentro
Atualizado, não é meia sola Mercosul, nem junção de pedaços catados mundo afora
Texto: Roberto Nasser
Fonte: http://www.webmotors.com.br/wmPublicador/Colunistas_Conteudo.vxlpub?hnid=44415
(16-07-10) – Usual na história da indústria automobilística, os motores servem para valorizar, reanimar imagem e vendas de veículos lançados anteriormente. O contrário é menos usual, quando o conjunto do veículo valoriza o motor. Mais raro é quando motor e carro são novos, exalam tecnologia e atualidade e, ainda assim, a arquitetura mecânica, o estilo e o pacote de confortos e segurança valorizam o motor. É o invulgar caso do Ford Focus com o novo motor Duratec 2.0.
O Focus foi apresentado no final do ano passado. É atualizado, não é antigo, meia sola Mercosul, nem junção de pedaços catados mundo afora, como alguns nacionais que rodam por aqui. É muito bem projetado, sobre o invulgar comportamento dinâmico de estabilidade, direção, freios e manobrabilidade do antigo Focus, desenvolvido por engenheiro e vice-campeão de rallies na Europa. A Ford fez novo automóvel, melhorando acesso, conforto interior, dando-lhe confortáveis 2,64m de distancia entre eixos, segurança, e manteve as características dinâmicas. Trouxe-o para a Argentina, Mercosul, no projeto de segmentar produtos e enviá-los a mercados diversos.
Um dos pontos altos é a suspensão traseira, com quatro ligações à estrutura, oferecedora de invulgar segurança e conforto de condução, porém caro para fazer. A exigência para baixar custos e aumentar lucros foi contornada por Marcos Oliveira, o engenheiro calmo que dirige a Ford Brasil e Mercosul. Com a autoridade de quem fomenta percentualmente os maiores lucros mundiais da empresa, e o respeito de quem terá lugar certo na mesa de diretores da matriz, peitou a teoria, e bancou a ficha técnica original para diferenciar o Focus. Mandou bem.
O 2.0
É da família Duratec, dos motores de quatro cilindros 2.5 do picape Ranger e do Fusion, mexicanos e vem flexibilizados para o Brasil, aptos a consumir etanol ou gasolina com ele. A arquitetura é boa, herança de parceria com a Yamaha: tudo em alumínio – bloco, cárter, cabeçote – duplo comando para as 16 válvulas. Tem peso menor e resultados melhores relativamente aos motores que empregam ferro em sua construção.
Produz, gasálcool, 143 cv de potência elevadas 6.250 rpm e com etanol, 148 cv à mesma faixa. Não lidera em potência, pois esta é a faixa média de potencia dos concorrentes em cilindrada, mas exibe a adequação ao mercado e às exigências dos clientes, que não gostam de esticar as marchas, oferecendo torque a partir das baixas rotações – respectivos 184 e 191 Nm.
Acelera bem e suavemente, dispensando esticar as marchas, mas, se o fizer, vai com brio. Consumo dentre as curiosidades do uso do combustível vegetal, no misto cidade/estrada do uso brasiliense: 10 km/litro gasálcool e quase o mesmo com etanol.
Quanto ao carro, composto com duas almofadas de ar, freios com ABS e EBD, controle de estabilidade nas curvas, direção hidráulica, ar condicionado, computador de bordo, rádio que aumenta com a velocidade, faróis com ajuste de altura, rodas em liga leve, 16”. O pacote e o novo motor miram ampliar a capacidade do Focus 2.0 na concorrência com Toyota Corolla, Honda Civic, GM Vectra.
Em síntese, o motor, novidade complementar à linha, é moderno, adequado, acertado ao tipo de uso do motorista brasileiro. Entretanto, o melhor é o que está em seu entorno, o Ford Focus, melhor da turma.

