[TESTE DOS 100 DIAS] Novo Focus 1.6 GLX e 2.0 GLX Flex

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[TESTE DOS 100 DIAS] Novo Focus 1.6 GLX e 2.0 GLX Flex

Mensagem por andermen em Seg Fev 15, 2010 3:00 pm

Acompanharemos por aqui o próximo teste a ser realizado pelo site testedos100dias.com.br com os Novos Focus com motores Flex testados durante 100 dias.

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Demoramos a conseguir uma confirmação oficial da Ford por conta da pequena frota de Focus 1.6 disponível, mas hoje batemos o martelo com a marca: teremos o carro equipado com o novo motor 1.6 16V Sigma a partir da próxima semana.

Mas as novidades não param por aí. Depois de testar por 50 dias o Focus 1.6 Flex, mostraremos aqui como se comportará o mesmo modelo equipado com motor 2.0 Duratec também bicombustível. Isso mesmo, você não leu errado: até o fim do ciclo de 50 dias com o 1.6, o 2.0 flex já terá chegado ao mercado e substituirá a versão de entrada na nossa avaliação.

Portanto, não faltarão Focus para analisarmos e mostrarmos para vocês nos próximos três meses. Vale lembrar que o objetivo da Ford com os novos motores flex não é modesto: atingir a liderança do segmento e desbancar Chevrolet Astra e Hyundai i30, o novo “bicho-papão” da categoria.

Será que ele tem cacife para isso? Atirem os primeiros comentários!


Última edição por andermen em Dom Mar 14, 2010 10:25 am, editado 1 vez(es)

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Re: [TESTE DOS 100 DIAS] Novo Focus 1.6 GLX e 2.0 GLX Flex

Mensagem por André em Qua Fev 17, 2010 10:01 pm

o Teste começou hojeee em galeraa.. entrem lah para dar uma lida!!!

André

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Re: [TESTE DOS 100 DIAS] Novo Focus 1.6 GLX e 2.0 GLX Flex

Mensagem por Admin em Qui Fev 18, 2010 12:06 am

André escreveu:o Teste começou hojeee em galeraa.. entrem lah para dar uma lida!!!

Pode deixar que eu vou atualizando por aqui dentro do possível!
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Re: [TESTE DOS 100 DIAS] Novo Focus 1.6 GLX e 2.0 GLX Flex

Mensagem por comanche em Qui Fev 18, 2010 11:28 am

E ai pessoal, seguinte, dei uma passadinha por lá hj e vi o relato do 1º dia, bom confesso que fiquei meio encucado com o carro, tipo: O consumo tá meio alto (até acho que dá para levar), o acabamento preocupa, o nivel de ruído na cabine também, e por último o desempenho me pareceu meio fraco (acho que vou aguardar o 2.0 para trocar) a Ford precisa dar uma olhada nisso se quiser decolar as vendas desse carro, o que vocês acharam por enquanto????


Última edição por comanche em Qui Fev 18, 2010 11:31 am, editado 1 vez(es)
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Re: [TESTE DOS 100 DIAS] Novo Focus 1.6 GLX e 2.0 GLX Flex

Mensagem por comanche em Qui Fev 18, 2010 11:29 am

Em tempo, faltou o desempenho que parece meio fraco...
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Primeiro Dia

Mensagem por Admin em Qui Fev 18, 2010 9:48 pm

1° DIA
POSTED BY: RAFAEL MUNHOZ ON: FEVEREIRO 17 2010 • CATEGORIZED IN: CONFORTO, CÂMBIO, DIRIGIBILIDADE, ESPAÇO, MOTOR, VIAGEM

Começando com um teste puxado

Foi iniciado mais um Teste dos 100 Dias e o novo Ford Focus 1.6 16V Sigma já enfrentou um verdadeiro desafio: rodar de Santo André (São Paulo) até Florianópolis (Santa Catarina) no Carnaval. Considerando o percurso até a ilha catarinense, o que rodamos por lá e a volta, o hatch registrou uma distância de nada menos que 1.945 km.

Depois de já ter dirigido o Focus 2.0 16V, a expectativa pela experiência com a nova motorização lançada pela Ford no fim do ano passado era grande. Apesar de a potência ser menor, com “apenas” 115,6 cv (a 5.500 rpm, abastecido com etanol) contra os 145 cv (a 6.000 rpm com gasolina) da versão 2.0, o Sigma tem como grande atributo a utilização de novas tecnologias e o uso do alumínio em sua construção, o que deixa o carro consideravelmente mais leve.

A hora do tira-teima

O modelo foi buscado na Ford no fim da tarde de sexta-feira (12 de fevereiro), quando já passou por um mini-teste até Santo André: um trânsito de aproximadamente 40 minutos para rodar menos de 15 km. Nessa situação, a sensação foi de que o carro está bem acertado para a cidade. Apesar de não ter um leão dentro do capô, está bem justo. Repito: nessa situação.

Hora, então, de colocar quatro pessoas no carro, bastante bagagem (quatro malas grandes e outras menores, sacolas, violões etc). Aí, o 1.6 começou a suar. O começo do roteiro incluía uma descida até o litoral para, em seguida, seguir viagem no sentido sul do país. Para quem pergunta se os 30 cv a menos do Sigma fazem muita falta, a resposta é não. O carro tem um comportamento não tão comprometido em relação ao 2.0. Mas na hora de subidas, ultrapassagens, quando você precisa de um pouco mais de força, aí você se lembra do que tem em mãos. Não chega a ser algo desesperador, mas falta-lhe uma quantidade considerável de força. Vale lembrar que o torque do modelo que está sendo testado no momento é de 16,2 kgfm, contra 18,8 kgfm da versão superior. São 2,6 kgfm bem sentidos na hora de pressionar o acelerador em estradas ou na serra.

O trânsito fluiu bem, com médias de 90 km/h a 120 km/h, sem problemas. Como uma das novidades do modelo é o fato de ele ser flex, preferimos fazer a viagem até Florianópolis com o tanque abastecido com etanol (andamos 848 km com esse combustível) e a utilização no local e o retorno com gasolina (mais 1.097 km). Mesmo sem tráfego, o consumo médio mostrado no painel do Focus foi de 8,1 km/litro. O auge foi 8,4 km/litro. Isso, quando abastecido com álcool. Na volta, a média rondou os 12 km/litro, já com gasolina.

Conforto

Ponto positivo para o hatch da Ford. Todos os que passaram pelo assento traseiro ou do passageiro soltaram frases como “nossa, este banco é bom, hein?”. Tudo bem, não havia muito aperto, já que eram dois passageiros no banco de trás, e não três. Mas, mesmo assim, com estaturas de cerca de 1,80 m, todos aprovaram. “O joelho não chega a encostar no banco da frente. O espaço para as pernas é bom. A cabeça não pega no teto. Resumindo: gostei, é bem confortável”, respondeu um dos viajantes, quando perguntado sobre o assunto.

Para o motorista, outro ponto positivo. Mesmo em uma viagem tão grande, quem está no comando do carro não sente muito cansaço. A possibilidade de ajuste de altura do banco, além das adaptações de altura e profundidade do volante, dão uma ajudinha para que a posição fique ainda melhor. “Encaixado”, o motorista pode viajar o quanto for que dificilmente sentirá algum desconforto nas costas, nas pernas ou nos braços, por exemplo.

De uma forma mais indireta, a suspensão ajuda muito a sensação de conforto e de segurança do carro, melhorando a dirigibilidade. A dianteira é independente, do tipo MCPherson, com barra estabilizadora. A traseira, porém, é o grande destaque: também é independente, do tipo Multilink, com barra estabilizadora. O carro fica realmente na mão do motorista e preso ao chão mesmo em velocidades mais altas.

O câmbio tem encaixe preciso e uma relação boa de marchas. Foi considerado, por mim e pelo Rafael Miotto (da Revista MOTOCICLISMO, que também participou do teste até Florianópolis) um dos pontos altos do modelo.

Três detalhes, porém, acabam fazendo com que o quesito conforto não fique com nota 10. Primeiramente, o descansa-braço que fica na parte central do habitáculo. Apesar de ser algo realmente útil em viagens longas, atrapalha consideravelmente na hora de puxar o freio de mão. É preciso fazer um pouco de malabarismo para realizar a ação.

Outro ponto que incomodou foi logo abaixo do volante. O motorista que tiver uma estatura superior a 1,75 m acaba raspando a perna no plástico próximo ao console. Isso pode acabar prejudicando algum movimento, além de causar certo aborrecimento, já que a toda hora a perna acaba encontrando no plástico do carro.

Por fim, acaba também sendo um incômodo, mas para o ouvido, o barulho do motor, que “vaza” para dentro do carro. A cada acelerada é possível ouvi-lo trabalhando com clareza. E nada com volume muito baixo. O próprio propulsor não é dos mais silenciosos, mas o que sobra para a parte interna do automóvel chega a incomodar um pouco.

Acabamento

Tudo bem, é uma versão de entrada do Focus, mas o acabamento infelizmente deixa a desejar. Plásticos na porta e no painel não dão aquele ar que todos gostam de ter em seu automóvel. Um carro com visual tão bonito, interior moderno (tudo bem, eu gostava mais da linha do modelo antigo, mas este está mais adequado aos dias de hoje) e confortável, merecia um acabamento melhor. Isso sem contar com o barulho de rangido na parte direita do banco traseiro. Se o porta-malas está bem carregado e duas pessoas estão sentadas no assento de trás, tudo bem. Mas basta ficar desocupado que o banco começa fazer barulho. É o famoso “grilo”, que, com o tempo, passa a incomodar bastante.

A borracha da porta traseira esquerda também já deu o ar da graça, ficando pendurada em duas ocasiões. A primeira vez em que abrimos o carro, antes mesmo de começar a carregar, a peça já estava pendurada. Em outra situação, durante a viagem, voltou a soltar.

São detalhes que a Ford poderia ter contornado para que o Focus pudesse ter um status um pouco melhor. Nenhuma das críticas sobre o acabamento acaba sendo grave, mas são pontos que poderiam ser vistos com mais cuidado pela marca do oval azul.

Sobre o desenho, a opinião de todos os oito viajantes (outro carro nos acompanhou) foi a mesma: aprovado. A Ford realmente acertou a mãos nas linhas inspiradas em sua geração Kinetic. E não foi coisa de primeira impressão: durante todo o Carnaval, choveram comentários do tipo “mas é muito bonito mesmo!”.

Resumo

Com a nova motorização 1.6 16V Sigma, o Focus precisa suar para conseguir um desempenho considerável na estrada, mesmo com o bloco sendo mais leve. Para um uso urbano, os 30 cv a menos em relação à versão 2.0 não fazem muita falta, mas quando o motor é exigido em estrada ou na serra, a diferença é sentida facilmente. Não chega a ser algo que prejudique a viagem ou faça o motorista ficar vermelho de raiva, mas você percebe que tem, ali embaixo do capô, algumas dezenas a menos de cv.

Nos aspectos gerais do automóvel, deixando o tema motor um pouco de lado, o hatch da Ford é muito bom. Dirigibilidade, conforto do motorista e dos passageiros, desenho, câmbio. Apesar dos pequenos poréns citados ao longo do texto, tudo isso é digno de aplausos.

Confira, abaixo, mais algumas imagens do Focus em sua primeira viagem:



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Segundo Dia

Mensagem por Admin em Qui Fev 18, 2010 9:53 pm

2º DIA
POSTED BY: RAFAEL MIOTTO ON: FEVEREIRO 18 2010 • CATEGORIZED IN: CONFORTO, DIRIGIBILIDADE, ESPAÇO, VIAGEM
Quesito viagem: nota…

Confesso que estava muito animado para o Carnaval, afinal, ir para Floripa pela primeira vez é muito empolgante, ainda mais se estiver com um bom carro nas mãos. No post de ontem, o Rafael Munhoz passou algumas impressões sobre esta longa viagem. Entre ida, rodagem em Florianópolis e volta para São Paulo foram contabilizados 1.945 km, uma contagem interessante para o Focus, que acaba de iniciar este desafio no Teste dos 100 Dias.

Sempre ouvi comentários positivos sobre o automóvel da Ford e fiquei ansioso para cair na estrada. A expectativa, além de ver as belas paisagens da ilha catarinense, era comprovar o desempenho do veículo e as novidades do propulsor 1.6 16V Sigma.

Primeiras impressões

Visualmente, considero o trabalho feito pela Ford no Focus muito interessante. Gosto muito de sua estética, o veículo tem um ar moderno, especialmente na parte traseira. As rodas de liga leve 16” (de série) trazem mais robustez ao visual do automóvel, além de garantir mais imponência. Bom, dirigi o hatch quase 100% do tempo na estrada, assim, minhas principais impressões estão relacionadas a esse tipo de condução.

Logo no início foi possível perceber o conforto proporcionado pelos bancos do Focus. Mesmo após horas no volante, a posição não se tornou cansativa. No entanto, notei um incômodo na ergonomia do hatch: o console central mostrou-se muito alongado para o lado. Assim, minha perna direita teve de ficar um pouco desajeitada.

Desempenho na estrada

Passando a acelerar o automóvel, ficou claro a segurança e a estabilidade do Focus. As suspensões independentes, tanto a dianteira quanto a traseira, garantem muito conforto, inclusive ao passar por irregularidades. Não há como negar, o carro realmente tem um bom conjunto, porém, tornou-se nítido o fato de que, na situação da viagem, faltou torque para o Focus.

Com o automóvel carregado e quatro pessoas a bordo, os 16,2 kgfm de torque mostraram-se aquém do necessário. Nos momentos necessários, o motor não respondeu com a força esperada. Claro, não é algo para “crucificarmos” o Focus, mas deixa a desejar.

Dúvidas

Respondendo a algumas questões dos leitores, a cor do Focus é a Cinza Ubatuba metálico. Considero a pigmentação boa para o veículo, não é de grande destaque, mas também não enjoa. Quanto à viagem, rodamos o tempo todo com o ar-condicionado ligado, o calor da ilha estava alto, com temperaturas em torno de 30º C. Além disso, levamos cinco malas no porta-malas e dois violões no banco traseiro.



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3º Dia

Mensagem por Admin em Sab Fev 20, 2010 7:53 am

Há muito tempo estou na expectativa para conhecer melhor o Focus 1.6. Tive um bom contato com o 2.0 em dois comparativos que fiz no ano passado e guardei ótima impressão dele.

É claro que o lado emocional pede um 2.0 de 145 cv (o flex, que chegará no mês que vem, tem 148 cv, mas quebrem o meu galho e não contem para ninguém porque a informação ainda é confidencial), mas o lado racional realmente aponta para o 1.6.

Bem, vamos ao que interessa: andei com o carro de ontem para hoje apenas dentro da cidade e gostei muito do motor Sigma. Superou minhas expectativas. Esperava um carro sem emoção, já que a minha referência era o 2.0, mas não foi o que encontrei.

Para começar, esqueça a apatia típica dos motores com 16 válvulas em baixas rotações (pela natureza de construção, eles costumam funcionar melhor em giros mais altos). O Sigma vai bem quando o trânsito abre e você está a 2.000 rpm em 3ª marcha e não pede trocas constantes e irritantes, como em alguns carros com motores subdimensionados.

Apesar de o torque máximo de 16,3 kgfm (com álcool, com gasolina ele rende 15,4 kgfm) só vir a 4.250 rpm, a curva de força é bem uniforme e não permite que você sinta buracos entre certas rotações. É um motor bem redondo e surpreendentemente até ”nervoso”, muito bom para a cidade.

Ainda estava rodando com a gasolina que o pessoal trouxe de Floripa no tanque, mas enchi o reservatório de álcool para começarmos nossas medições de consumo. Na semana que vem teremos os primeiros números fechados de utilização no Teste dos 100 Dias. Depois do 25º Dia, passaremos a rodar com gasolina para comparar os gastos.

Essas ainda foram as minhas primeiras impressões, mas, se elas realmente ficarem, ponto para o Focus. Neste fim de semana pegarei a Rodovia Fernão Dias até Atibaia, a cerca de 50 km de São Paulo, e volto para contar aqui sobre o desempenho do hatch na estrada.

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Desempenho

Mensagem por ByMaster em Dom Fev 21, 2010 7:18 pm

comanche escreveu:Em tempo, faltou o desempenho que parece meio fraco...

Cara eu acho que para um carro pesado como é o NF ta mais que bom!!
O Que voces queriam? tempo de 2.0? entao compra um 2.0 que tem torcao e hps... apesar que os nossos duratec os hps andam sumidos hahahahaha
att
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4º, 5º E 6º DIAS

Mensagem por Admin em Seg Fev 22, 2010 8:43 pm

POSTED BY: GERSON CAMPOS ON: FEVEREIRO 22 2010 • CATEGORIZED IN: ACABAMENTO, CÂMBIO, DIRIGIBILIDADE, IMPRESSÕES AO DIRIGIR, VIAGEM


Nada como um fim de semana com estrada e muito sol para conhecer um carro novo. Com o Focus, foram 180 km nesses dias e uma confirmação da boa impressão inicial.

Como já falei do comportamento dele na cidade no post anterior, vou me ater mais ao desempenho do carro em rodovia. E aí é preciso ser bem ponderado: se você está acostumado com um motor 2.0, vai achar o Focus lento demais. Não há milagre.

Em comparação a todos os outros hatches médios 1.6 que dirigi (Citroën C4, Peugeot 307 e VW Golf), porém, o desempenho está na média. Como provam os números do comparativo publicado na edição de janeiro da CARRO (195), as diferenças entre eles são muito pequenas.

Enquanto o C4 leva 12s6 para ir de 0 a 100 km/h, a unidade do Focus testada naquela ocasião levou 12s8, enquanto o Peugeot marcou 12s9. Em retomada, o Ford foi o mais rápido na prova de 40 a 100 km/h em 3ª marcha, mas levou prejuízo nas reacelerações em 4ª marcha.



Na estrada, porém, não foi essa a impressão que tive. Fui até Atibaia (60 km ao norte da capital paulista) pela Rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte, e pude comparar o desempenho do Focus com diversos outros modelos, já que faço esse trajeto há um bom tempo e pude passar por lá com diversos carros.

Quem conhece o caminho sabe que a ida reserva muitas subidas, curvas e caminhões, o que nos obriga a trocas de marcha constantes para retomar velocidade. Nessa situação, ainda mais com ar-condicionado ligado, todo carro tende a parecer lento, já que você atinge uma velocidade de cruzeiro, precisa desacelerar, reduzir a marcha e começar tudo de novo porque alguém resolve usar a faixa da esquerda a 50 km/h. Aos domingos, então, a coisa piora.

Pois bem. Por essas e por outras, fui trabalhando em giros mais altos com o Focus justamente para não ficar rendido quando estivesse engarrafado. É claro que seria melhor estar a bordo de um 2.0, mas o desempenho do Focus 1.6, para mim, foi bom. Bom, é claro, desde que você não espere milagres de um motor de 115 cv equipando um carro de 1 290 kg (relação peso/potência de 11,2 kg/cv).



Para começar a se divertir, o mais interessante é ter menos de 10 kg para cada cavalo-vapor. Abaixo disso, conforme-se em ter um carro que será, na melhor das hipóteses, eficiente sem bagagens. Com mais passageiros e carga a bordo, ele conseguirá, no máximo, carregar o piano.

Com tantas trocas de marcha, é fundamental ter um bom câmbio à disposição. O Focus tem. A alavanca é macia e precisa, a embreagem não é pesada (nosso carro já está com mais de 12.000 km rodados e ela segue suave) e os engates são fáceis. A direção direta e a estabilidade proporcionada pela suspensão independente são a cereja do bolo do pacote.

Apesar da reclamação dos “Rafaéis” Miotto e Munhoz sobre o barulho do motor na viagem até Floripa, não me senti incomodado com o ronco do Sigma 1.6. Pelo contrário. Em várias ocasiões, por exemplo, olhava o conta-giros achando que estava a 4.000 rpm e o ponteiro indicava menos que isso. Cheguei até a me enganar pensando que estivesse em 4ª quando ele ainda estava em 3ª.

Os “pênaltis” até aqui são o acabamento pobre das portas, as borrachas de vedação soltas e, por último, um plástico da lateral traseira que está mal encaixado.

A média de consumo da viagem (também há um bom trecho de cidade incluído) ficou em 8,5 km/l (com álcool) registrados no computador de bordo. O Focus saiu agora há pouco para ir até Campinas, no interior de São Paulo, e amanhã completaremos o tanque para ter a aferição exata desses dois trajetos. Vamos mostrar também algumas fotos com os defeitos de acabamento citados.

Já ia até me esquecendo: minha mãe gostou bastante do carro, mas ainda está em dúvida. Ela andou vendo um Fit novo e o coração balançou. Mas ainda acho que ela vai acabar de Focus.
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7º Dia

Mensagem por Admin em Qua Fev 24, 2010 8:10 pm

7º DIA
POSTED BY: MÁRCIO MURTA ON: FEVEREIRO 24 2010 • CATEGORIZED IN: CÂMBIO, IMPRESSÕES AO DIRIGIR, MOTOR

O primeiro contato com o Focus me surpreendeu, pois honestamente não acreditava que o hatch médio da Ford – e seus 1290 kg – fosse casar bem com o relativamente pequeno motor Sigma 1.6 16v. Além de derrubar meu preconceito ao transportar o Focus com boa destreza e (em minha opinião) baixo nível de ruído, o novo conjunto motriz também me agradou pela elasticidade.

Não foram poucas vezes que acreditei, erroneamente, que precisaria realizar reduções de marcha, mas o propulsor simplesmente ignorou as baixas rotações em que se encontrava e retomou a velocidade do Focus com muita progressividade. A quinta marcha pode ser utilizada – quando em terreno plano e sem pressa – a partir dos 50 km/h. É surpreendente e confortável, uma vez que a necessidade de troca de marchas diminui. Concordo com a afirmação que o Gerson Campos fez no 3º dia de testes: o motor realmente é “redondo”, aparentemente com linhas de torque e potência bem planos.

Além do desempenho agradável, o Sigma está demonstrando o apetite mediano. O Gerson, que utilizou o modelo no fim de semana, rodou 330 km entre ciclo urbano e rodoviário e obteve o consumo médio de 7,7 km/l de álcool. Vale lembrar que ele usou sempre ar-condicionado e pegou uma estrada (Fernão Dias) com muitas subidas e caminhões.



Logicamente o propulsor nunca demonstrará seu bom potencial sem contar com uma caixa de marchas bem escalonada. E isso, adivinhe? O Focus também tem. Enquanto suas duas primeiras marchas são curtas, para permitir arrancadas mais rápidas, a 5ª é longa, deixando o hatch mais econômico e silencioso na estrada.

Embora seja justa e gostosa de manusear, entretanto, a alavanca do câmbio apresentou a irritante brincadeira de “esconde esconde” em alguns momentos, enquanto eu procurava a terceira marcha.

Visão geral

Outro aspecto que me agradou tanto quanto o motor na cidade foi o acerto de chassi e suspensão do Focus. O conjunto oferece conforto sem abrir mão de muita estabilidade e pouca rolagem da carroceria. Seu equilíbrio é exemplar, especialmente se levarmos em conta que o Focus não possui dimensões reduzidas – especialmente sua largura. O espaço para as pernas no banco traseiro para dois ocupantes é bom, mas o túnel central (que não deveria mais estar lá) retira parte do conforto de um eventual quinto ocupante.
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8ª Dia

Mensagem por Admin em Qua Fev 24, 2010 8:13 pm

É chegada a minha hora de testar o Focus 1.6 em rodovias. Após aproximadamente 210 quilômetros percorridos em vias de 100 e 120 km/h, digo que o modelo teve resultado satisfatório – mas não encantador como na cidade. Circulando somente com uma pessoa, o hatch teve bom desempenho, mas seu rendimento certamente cairá consideravelmente ao adicionar mais pessoas e bagagens aos seus (já citados) 1290 kg.

Trafegando pelas estradas movimentadas como um concentrado monge munido de todas as técnicas possíveis para economizar combustível, consegui obter a média de 11,3 km/l no álcool – mesmo que tenha circulado alguns km na cidade. O consumo foi razoável, mas vale frisar que para tal resultado a calma, (muita) paciência e planejamento nas movimentações do acelerador e trocas de marcha foram utilizadas meticulosamente. Além disso, em nenhum momento usei o ar-condicionado.

Reconheço que foi um pouco frustrante o exercício de – tentar – economizar combustível, visto que o resultado não foi animador. No mundo real, dirigindo sem a preocupação constante com o consumo na estrada, o Focus pode apresentar dificuldades para superar os 10 km/l.

A suspensão manteve seu comportamento exemplar, mas apesar de segurar a rolagem da carroceria para as laterais, notei que o Focus apresenta uma suave dose de “mergulho” (transferência de peso do eixo traseiro para o dianteiro) durante frenagens mais fortes. Nada, entretanto, que cause sustos. Seus bancos, apesar de firmes, são confortáveis e o habitáculo é aconchegante.

Interior

“É feio, amor”. Foi o que a minha namorada me disse ao observar atentamente o painel do Focus. Até entendo sua afirmação se pensarmos que externamente o carro possui um design moderno que agrada a muitos, enquanto seu desenho interior não consegue ser tão impressionante ou inovador. Mas, francamente, não concordo. Acho o interior normal. Não é empolgante, mas está longe de ser feio.

Alvo de críticas, o acabamento do Focus não me decepcionou, exceto por um fator que derruba o moral do nosso modelo todas as vezes que o(s) ocupante (s) sai(em) do veículo: a maçaneta das portas. Elas são tão feias, mal acabadas e esculachadas que todas as vezes que as enxergo o Focus cai alguns pontos no meu conceito. Não considero isso um deslize: trata-se de um descaso. A maçaneta de um Ka seria muito melhor. Como pode um carro acertar em desempenho, estabilidade, dirigibilidade, espaço interno e beleza, mas chutar o balde na maçaneta? Desnecessário. E olha que eu não sou nem fissurado em maçanetas…

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9º e 10 º Dias

Mensagem por Admin em Sex Fev 26, 2010 8:15 pm

9º DIA
POSTED BY: GILBERTO CRICHI, ANALISTA DE SUPORTE DA MOTORPRESS BRASIL EDITORA ON: FEVEREIRO 25 2010 • CATEGORIZED IN: ACABAMENTO, CÂMBIO

Apesar de pouco tempo com o novo Focus (foram apenas 60 km rodados), fiquei muito surpreso com o carro. Não sou muito fã da marca, por vários motivos, e por isso fui supreendido.



Em primeiro lugar, com o design externo, que, além de bonito, tem um toque todo esportivo. Já o acabamento interno melhorou muito em relação a outros modelos da Ford, porém ainda acho que tem muito a melhorar. Outra coisa que me chamou muita atenção foi o acabamendo do painel, muito bonito.

Não sou um consumidor muito técnico, mas gostei muito da supensão. Achei o carro bastante macio e o câmbio curto e ágil. Apenas achei o motor um pouco fraco na arrancada (saida de 1º e 2º marcha). Posso até esta sendo um pouco injusto, pois minha comparação é com o meu carro atual, um Fiat Punto HLX 1.8.

Mas, em um resumo final, como mencionei acima, pouco tempo com o novo Focus já foi suficiente para ele entrar na minha lista de próxima troca carro.

Será que é uma boa opção de “upgrade” em relação ao meu atual Punto?

10º DIA
POSTED BY: CÉSAR TIZO ON: FEVEREIRO 26 2010 • CATEGORIZED IN: ACABAMENTO, CONFORTO, DIRIGIBILIDADE
A tal da “calotinha”

Já tive contato com o Focus, tanto o hatch como o sedã, de outros “carnavais”. Como você já conferiu nos posts do Rafael Munhoz, Rafael Miotto, Márcio Murta e Gerson Campos, também considero sua dirigibilidade como principal atributo de venda. Os vendedores deveriam tornar a prática do test-drive obrigatória para vender este hatch médio. Quando alguém assume o volante do novo Focus não é difícil ouvir a frase “mas esse carro é muito bom, né?”.



Em outras oportunidades – e com certeza não faltarão – farei mais comentários sobre o comportamento do Focus 1.6 flex. No post de hoje quero aproveitar o momento para compartilhar com os amigos do Teste dos 100 Dias alguns problemas que nossa unidade avaliada está apresentando e considero bem ruins para um veículo dessa categoria.

O primeiro deles é a “calotinha”, uma pequena peça que vai no centro da roda de liga leve e tem a função meramente estética de cobrir o cubo central. O Focus utilizado aqui na redação já perdeu a das rodas dianteira direita e traseira esquerda, o que causa certo incômodo quando observamos justamente essas rodas. A “calotinha” é apenas encaixada no local, mas não deveria cair assim de forma tão frágil, por mais castigadas que sejam nossas ruas.



Se o Focus fosse meu (ah… e como eu gostaria que fosse!) certamente iria até uma concessionária ou loja independente para comprar as benditas peças. Nosso sempre competente auxiliar de testes da revista CARRO e do portal Carro Online, Leonardo Barboza, chegou a cotar o valor das “calotinhas” em três revendedoras da cidade de São Paulo e o preço ficou em R$ 25 cada. Imagine ter que trocar as quatro a cada mês…

Outro detalhe que me desagradou foi o acabamento interno da coluna C do lado direito. O plástico, como você pode observar na foto abaixo, está se desprendendo e caindo aos poucos. O pior é que ele apresenta resistência quando tentamos encaixá-lo novamente. Fora isso, como o Rafael Munhoz já relatou, a borracha da porta traseira esquerda já se soltou… e olha que o carro está apenas na casa dos 13.000 quilômetros. Tudo bem que a Ford concede três anos de garantia ao novo Focus, mas problemas como esses depõem severamente contra.

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11º, 12º E 13º DIAS

Mensagem por andermen em Dom Mar 07, 2010 11:43 am

POSTED BY: GERSON CAMPOS ON: MARÇO 1 2010 • CATEGORIZED IN: DIRIGIBILIDADE, IMPRESSÕES AO DIRIGIR, MOTOR
Focus 1.6 ou 2.0?

A agenda da segunda-feira era clara: pista de testes com o Focus 1.6 do Teste dos 100 Dias logo cedo. Com a chuva que caia na capital pela manhã, porém, fomos obrigados a abortar a missão. Mas não se preocupem: agendaremos uma nova ida do hatch a Limeira (SP) para breve.

Mas o assunto que vou abordar aqui hoje é outro. Hoje finalmente foram liberados os preços e as especificações da versão 2.0 Flex do Focus (clique aqui para conferir os detalhes). Com essas informações, pergunto aos caros leitores: qual versão vale mais a pena? A 1.6 Flex, que parte de R$ 49.900, ou a 2.0, que começa em R$ 56.570. São R$ 6.670 de diferença.

Para clarear ainda mais a discussão, segue uma tabelinha de como ficou a linha Focus, lembrando que todos agora são flex:

Focus 1.6 GL: R$ 49.900

Focus 1.6 GLX: R$ 51.400

Focus 1.6 GLX (com ABS): R$ 52.400

Focus Sedan 1.6 GLX (com ABS): R$ 54.400

Focus 2.0 GLX: R$ 56.570

Focus 2.0 GLX automático: R$ 61.100

Focus 2.0 Ghia: R$ 65.540

Focus 2.0 Ghia automático: R$ 69.900

Focus Sedan 2.0 GLX: R$ 58.570

Focus Sedan 2.0 GLX automático: R$ 63.100

Focus Sedan 2.0 Ghia: R$ 67.450

Focus Sedan 2.0 Ghia automático: R$ 71.900

Passei mais um fim de semana com o nosso Focus 1.6, e confesso que agora estaria em dúvida se tivesse de optar entre um 1.6 e um 2.0.

Sejamos objetivos: a versão que vale a pena do 1.6 é a GLX equipada com ABS, que sai por R$ 52.400. Contra a 2.0 GLX, que parte de R$ 56.570, a diferença cai para “míseros” R$ 4.170. Visualmente e na tabela de equipamentos, ambos são idênticos. É tentador, não?

Já dirigi os dois e vou dar aqui a minha opinião: o 2.0 realmente é um carro delicioso, com torque e potência de sobra, e certamente vai deixar qualquer proprietário feliz. Mas o 1.6 é surpreendentemente gostoso de dirigir.

Aliás, quem está comparando a relação peso/potência do Focus 1.6 com a de outros carros, esqueça. A agilidade e o prazer o dirigir de um carro vão muito além disso.

O número do Focus (11,2 kg/cv) indica um modelo lento, sem graça, mas não é o que acontece na realidade. O acerto e as boas curvas de potência e torque do Sigma, como já falamos aqui, tornam os momentos ao volante do 1.6 muito agradáveis. Neste fim de semana, inclusive, pude rodar com três passageiros na cidade e na estrada e achei a tocada do Focus excelente.

Conclusão (na minha modestíssima opinião, quero saber a de vocês): ninguém ”precisa” de um Focus 2.0, mas pode tê-lo sem culpa. O 1.6 cumpre perfeitamente a função de rodar numa boa na cidade e na estrada com dois ou três passageiros. Ele sente um pouquinho de falta de fôlego nas ultrapassagens mais apertadas e subidas íngremes, é claro, mas nada que vá irritá-lo.

Mas e a emoção e o prazer de ter 148 cavalos à disposição do pé direito? Argh, que dúvida! Eu estaria me virando na cama se tivesse de decidir isso hoje. E vocês?

Vamos fazer duas contas rápidas. Primeira: já estive na situação de poder gastar até X em um carro e nem um centavo a mais. Gastei X + 10, e ainda tinha me tentando na concessionária a opção X + 15. Se você está nesse barco, limitado a R$ 45.000, R$ 50.000, não vá além do 1.6. Não vale a pena e não é preciso vender a mãe e rifar o pai para ter um Focus 2.0. Fique com a família completa de 1.6 e economize os R$ 4.170.

Mas se a sua margem é mais camarada, estão lá uns R$ 60.000 dando sopa na conta, o consumo não é a maior das suas preocupações no fechamento do mês e principalmente você gosta muito de dirigir e curtir o carro, pegue um 2.0. Para quem quer só conforto e não sabe nem o que é rpm e relação de marchas, o 1.6 é o melhor negócio, mesmo que o dinheiro esteja sobrando.

Outra conta: suponhamos (e pelo amor de Deus, isso é só uma suposição, não fiz conta alguma para chegar a esses números) que o 2.0 faça média de 8 km/l com álcool (cidade e estrada) e o 1.6 consiga atingir 10 km/l. Uma diferença de 2 km/l parece aceitável, não?

Com o álcool custando cerca de R$ 1,85 e rodando 20.000 km por ano, você gastaria R$ 3.700 de 1.6 e R$ 4.625 de 2.0. Coloque ainda um seguro um pouco mais caro para o 2.0. Esses valores fazem diferença no seu bolso? Se não, pegue logo um 2.0 e durma tranquilo.

Para a minha mãe, que só passa de 4.000 rpm se o câmbio enroscar, vou recomendar o 1.6. Mas para um amigo que gosta muito de dirigir, indicaria um 2.0.

Em tempo 1: depois de 50 dias com o Focus 1.6, testaremos o 2.0 aqui por mais 50 dias.

Em tempo 2: levarmos o Focus à concessionária para ver como fica a questão das calotinhas e das peças se soltando na parte traseira.

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14º DIA

Mensagem por andermen em Dom Mar 07, 2010 11:46 am

POSTED BY: THIAGO VINHOLES ON: MARÇO 2 2010 • CATEGORIZED IN: ACABAMENTO, DIRIGIBILIDADE, ERGONOMIA, ESPAÇO, IMPRESSÕES AO DIRIGIR, MOTOR

Banco ajustado, cinto afivelado e som na caixa! Nessa segunda-feira (1) parti para minha primeira volta no novo Focus com o tão falado motor 1.6 Sigma. A princípio, ainda sem ter andado no modelo, achei pouco um motor com 115 cv para um “hatchzão” de 1.290 kg. Pensei que seria como andar em um carro compacto com motor 1.0. Mordi a língua. Mas não fui o único por aqui a pensar isso. A combinação ficou muito bem acertada.

Claro que ele não dispara como o modelo 2.0 (que carro!), mas seu desempenho é honesto na cidade, sem falar que seu consumo não é tão espantoso, apesar de seu peso. Mas Focus é Focus. Desde a primeira geração, este é um carro excelente de se dirigir. O volante é direto e tem uma ótima pegada, os pedais estão na medida certa (não são nem muito leves nem pesados) e o câmbio tem engates instigantes. É um carro feito para ser pilotado.


INTERIOR É ESPAÇOSO, MAS O ACABAMENTO É LIMITADO.

Mas acho uma pena seu acabamento interior ser tão simples. Tem plástico de baixo custo em tudo quanto é canto da cabine. O modelo anterior nesse quesito era mais bacana. Na versão Ghia até há uma melhora, mas ao bater (o tão criterioso toc-toc) no plástico oco, o som desagrada quem se importa com essas coisas. Até o Golf, mesmo na tão defasada geração à venda no Brasil, por exemplo, dá um baile no Focus nesse ponto.


FOCUS NA NOITE: FARÓIS DE MILHA DEIXARIAM A FOTO MAIS BONITA...

Por outro lado, quem vê o novo Focus do lado de fora o admira. É difícil ouvir alguém dizer que o carro é feio ou estranho. Em uma rápida volta pela noite paulistana, flagrei olhares seguindo o carro da porta de baladas e cadeiras de bares agitados. Com certeza em algumas dessas mesas o carro deve ter virado assunto por alguns momentos. Meu amigo, que me acompanhou no passeio e sacou umas imagens com sua câmera munida de lente olho de peixe, achou o carro “sem graça”.

Eu discordo…

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15° DIA

Mensagem por andermen em Dom Mar 07, 2010 11:49 am

POSTED BY: LEONARDO BARBOZA, ASSISTENTE DE TESTES DA CARRO E DO CARRO ONLINE ON: MARÇO 3 2010 • CATEGORIZED IN: ACABAMENTO

Ao 15° dia com o novo Focus 1.6 16V Flex, chegou a minha vez de avaliar o modelo. E na minha opinião o carro agrada muito com seu espaço interno, equipamentos disponíveis e, ao contrário do que percebi quando dirigi o Focus 1.6 no lançamento, um motor mais forte e esperto.

Mas como nada é perfeito, além do problema da perda das “calotinhas” das rodas de liga-leve e do acabamento interno de plástico da coluna C do lado direito se desprendendo, percebi outra falha: o cinto de segurança do lado do motorista está enrolado de maneira errada.

Isso tudo acaba desanimando um cliente que compra um veiculo de quase R$ 55.000. E para minha surpresa, ao chegar em casa ontem à noite percebi que mais uma “calotinha” se perdeu pelas ruas, restando apenas uma.

Analisando todos esses fatos ocorridos resolvi passar na concessionária Ford CAOA João Dias, próxima à editora, para tentar resolver esses pequenos problemas.



Chegando lá fui logo atendido pelo consultor Rafael, já que o movimento estava tranquilo na parte da tarde. Primeiramente apontei os defeitos mais graves, a coluna de plástico solta e o cinto de segurança torto. O Rafael, bem disposto, pediu um minuto e foi em direção à oficina. Voltando com um jogo de chaves, ele rapidamente arrumou o cinto de segurança e encaixou a moldura novamente sem nenhum problema.

Surpreso com a rapidez no serviço, aproveitei para falar da perda das “calotinhas”. E ele sem olhar falou que podiam ter sido roubadas. Mas ainda insistindo no assunto eu afirmei que elas tinham sido perdidas no trânsito. Depois disso, ele deu uma olhada melhor, mas me disse que não tinha jeito de acionar a garantia e a única solução era ficar com um prejuízo de R$ 75 na compra das três peças, que por sinal na concessionária em que eu fui não estavam disponíveis em estoque.

Fica assim um aviso para quem possui um Ford Focus: levar em algum borracheiro e pedir para ele colar essas “calotinhas”. Essa dica foi de um borracheiro aqui próximo da editora, que disse já ter visto vários casos de perdas desses componentes nos modelos Ford com rodas de liga leve.

Enfim, com a moldura presa em seu devido lugar e o cinto de segurança arrumado, mas sem as “calotinhas”, amanhã avaliaremos o desempenho do nosso Focus no Campo de Provas da TRW e mostraremos aqui como ele se comportou. Até lá.

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16° DIA

Mensagem por andermen em Dom Mar 07, 2010 11:51 am

POSTED BY: LEONARDO BARBOZA, ASSISTENTE DE TESTES DA CARRO E DO CARRO ONLINE ON: MARÇO 4 2010 • CATEGORIZED IN: DESEMPENHO, DIRIGIBILIDADE, FREIOS, MOTOR

Teste na pista

Hoje foi o dia de levar Focus 1.6 16V Flex dos 100 dias para a pista de testes da TRW, em Limeira SP, a 150 km da capital paulista. Por lá, utilizando o equipamento V-Box que colhe os dados via satélite (GPS), aferimos os números de desempenho tais como retomadas, frenagem e frenagem com peso extra (200 kg) para testar o fading dos freios por dez vezes consecutivas. Medimos também o nível de ruído do veículo em condições semelhantes ao verificado no convívio diário, o qual é captado por um decibelímetro de alta sensibilidade.



Nas provas de desempenho, o Focus possui um sistema muito interessante na hora de fazer a aceleração de 0-100 km/h. Quando você engata a 1° marcha e acelera, o motor eleva a rotação até 4.000 rpm. Dessa forma, a medida ajuda muito a não dar aquela famosa “queimada na embreagem” e a consequente cantada de pneu. Assim, o propulsor trabalha na sua maior faixa de toque, a qual é de 16,3 kgfm a 4.250 rpm.



As frenagens são feitas com o auxílio do ABS, sendo assim não é necessário ficar de olho no travamento para obter o melhor resultado. Basta pressionar com força o pedal. Confira os resultados abaixo:

Aceleração

0 – 40 km/h – 2s9 (18,1 m)

0 – 60 km/h – 5s5 (54,1 m)

0 – 80 km/h – 8s3 (107,5 m)

0 – 100 km/h – 12s7 (217,9 m)

0 – 120 km/h – 17s5 (366,7 m)

0 – 140 km/h – 25s5 (658,9 m)

0 – 400 metros - 18s5 (a 123,5 km/h)

Retomada de velocidade

40 – 100 km/h – 12s1

60 a 120 km/h – 18s3

80 a 120 km/h – 12s8

Frenagem

60 km/h a 0 – 13,6 m

80 km/h a 0 – 24,2 m

100 km/h a 0 – 38,2 m

120 km/h a 0 – 55,8 m

Fading



100 km/h a 0 (com freios frios e vazio) – 39,3 m

100 km/h a 0 (com freios frios e carregado com 200 kg) – 45,2m

100 km/h a 0 (com freios quentes e carregado com 200 kg) – 40,2 m

Nível de ruído

Em ponto morto – 43,9 dB

A 50 km/h em 3ª marcha – 59,4 dB

A 80 km/h em 4ª marcha – 63,2 dB

A 120 km/h em 5ª marcha – 67,6 dB

O que se conclui?

O Ford Focus 1.6 16V Flex do nosso teste foi um décimo de segundo mais rápido nas acelerações comparando com o modelo do lançamento testado pela Revista CARRO na edição 195. Além disso, nas retomadas, o Focus chegou a ter em média quase 1s5 inferior quando comparada com o modelo avaliado em janeiro, isso mostra que, aos 14.000 quilômetros, o carro já está bem amaciado.

Quanto aos freios, sem queixas. Vai bem tanto vazio quanto carregado e a diferença de um metro entre a condição normal e a sobreaquecida, com 200 kg a mais, está totalmente dentro do aceitável dada a rigidez do teste. O nível de ruído também ficou em um patamar muito bom. Não há o que reclamar nesse quesito.

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17º DIA

Mensagem por andermen em Dom Mar 07, 2010 11:54 am

POSTED BY: MÁRCIO MURTA ON: MARÇO 5 2010 • CATEGORIZED IN: ACABAMENTO, DIRIGIBILIDADE, IMPRESSÕES AO DIRIGIR

Ao investir algumas horas tirando fotos do Focus no estacionamento do estádio do Pacaembu, reparei pela primeira vez como realmente considero singular a beleza do modelo. O hatch médio da Ford me cativa por suas linhas agressivas, esportivas, porém, extremamente elegantes, refinadas. É curioso observar como o modelo “pacato” que avaliamos já inspira boa parte da esportividade presente em sua versão “apimentada” – RS – vendida no exterior. Há se aquele motor 2.5 5 cilindros turbo viesse para o Brasil em um Focus…



Também vale citar – ou melhor, repetir – como é interessante a combinação de esportividade e conforto do chassi e suspensão neste veículo. O Focus é justo, muito estável, mas não perde a classe na hora de enfrentar buracos. Sabe se comportar em qualquer situação. São características de gente madura e bem educada em um corpo bonito, jovial, moderno e se me permitem dizer, sexy. Que combinação! Quer algo mais para um bom relacionamento no dia-a-dia?

Pois para a minha surpresa, o Focus apresentou, sim, uma característica que certamente será bem vinda para uma família: seu porta-malas é relativamente grande, com capacidade de transportar até 328 litros (um Civic, por mais que possua o compartimento de cargas pequeno se comparado aos seus concorrentes, carrega até 340 litros). Uma boa dose de versatilidade é sempre bem vinda.

Limite de giro


Durante a senção de fotos achei interessante registrar o que Leonardo Barboza havia comentado sobre a a injeção eletrônica do Focus, que não permite com que o motorista supere as 4000 rpm quando o veículo está parado. A medida impede que o modelo destracione demais em arrancadas – o que além de melhorar seu tempo de aceleração, poupa o sistema de embreagem e seus pneus. É inteligente.

Tenho que confessar que o acabamento do Focus, sempre em pauta, tem me causado certa intriga. Mantenho meu gosto pelo desenho do painel, sua iluminação e o interior do hatch, mas sou suspeito de criticar sua qualidade em comparação á geração anterior, pois há tempos não avalio a 1ª versão do modelo. Digo apenas que o acabamento e alguns dos materiais nele utilizado não é mesmo dos mais refinados. A falta de refinamento em questão chama a atenção porque sempre esperamos uma evolução quando um veículo é renovado, e não foi bem esse o caminho seguido no Focus.

Notei também que o forro do banco do motorista está solto na parte direita inferior. E as maçanetas contiuam lá para reforçar parte de meu descontentamento com o acabamento do modelo. Mas até o momento “tudo bem, deixa passar”. Apesar do preço considerável do Focus, consigo conviver com seu interior não muito caprichado. Nenhuma relação, afinal, é perfeita. Nem mesmo as mais duradouras.

Respondendo aos leitores

No post 7º e 8º dias fui questionado sobre a possibilidade do motor Sigma ser retificado e segundo a acessoria de imprensa da Ford, sim, o propulsor aceita retífica.

Também fui questionado se o conjunto de freios e suspensão do Focus 1.6 são os mesmos do 2.0 . A resposta também é positiva: ambos utilizam os mesmos amortecedores, mesmas molas e componentes de freio, de acordo com a acessoria de imprensa da Ford. Mais por este motivo que temos a nítida sensação de que “sobra chassi” para o motor que estamos avaliando.

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18º DIA

Mensagem por andermen em Dom Mar 07, 2010 11:56 am

POSTED BY: MÁRCIO MURTA ON: MARÇO 6 2010 • CATEGORIZED IN: ACABAMENTO, CONFORTO, ESPAÇO

Após receber o Focus para o fim de semana, resolvi levar dois membros de minha família para um passeio diferente. O destino: visitar dois shoppings no mesmo dia. Admito que topar tal programa em plena tarde de sexta-feira foi uma certa dose de autoflagelação, pois como qualquer pessoa comum, não gosto de filas, estacionamentos lotados e trânsito. Mas não havia como negar que a experiência poderia ser bem proveitosa para avaliar o modelo. Acabei aceitando.



A primeira observação pertinente é que meu irmão mais novo, com seu porte germânico (1,90m), teve espaço suficiente para acomodar com conforto suas pernas atrás do banco do motorista – que no caso era eu, com 1,79m. “Só não posso ficar completamente ereto, se não encosto no teto.” disse. Já minha mãe, que trafegou tanto no assento dianteiro quanto no banco traseiro, elogiou o conforto da suspensão, gostou do espaço interno, reclamou da potência excessiva do ar-condicionado (o que é um elogio) e achou o painel sem graça. “É clean demais”, afirmou.



Eu, enquanto isso, observava o trânsito travado e o consumo médio de 4,9 km/l (no álcool) que o computador de bordo registrava. Mas não seria justo condenar o Focus por causa de sua sede por álcool, uma vez que andávamos em três pessoas, com o ar-condicionado ligado e a velocidade média era baixíssima por conta do típico anda-e-para.

Já no estacionamento do shopping, tive que me adaptar com a largura do Focus para passar entre veículos e encaixá-lo na vaga. Minha mãe, que também reparou no porte avantajado do hatch médio, afirmou que teria certa dificuldade para reconhecer suas dimensões. E isso é curioso. Já dirigi modelos bem maiores – como o Fusion – e me senti seguro em relação às suas dimensões, coisa que não sinto no Focus. Seu diâmetro de giro, entretanto, apesar dos parrudos pneus 205/55, é bom.

Na volta da “aventura” para casa, sem ar-condicionado e com o trânsito fluindo, o computador de bordo já registrava 8,2 km/l em sua tela. Nada mal.

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19º DIA

Mensagem por andermen em Dom Mar 14, 2010 10:49 am

POSTED BY: MÁRCIO MURTA ON: MARÇO 7 2010 • CATEGORIZED IN: IMPRESSÕES AO DIRIGIR


Focus na estrada

Sábado foi dia de lavar o Focus e realizar uma pequena viagem de São Paulo até caçapava, um trajeto de 244 quilômetros entre a ida e a volta. Quatro pessoas ocuparam o veículo que esteve com o ar-condicionado ligado durante todo o trajeto.

Como a estrada estava vazia, decidi que seria interessante deixar meu pai dirigir o hatch por um trecho de nosso passeio, não apenas para obter suas impressões, mas também para ver o consumo médio que conseguiria atingir no computador de bordo. Vale dizer que meu pai não é ligado em economizar combustível como eu e eventualmente estica as marchas mais que o necessário. Com o seu modo de dirigir e andando sempre no limite de velocidade da rodovia tanto em subidas quanto descidas, o consumo médio registrado foi de 9 km/l. Suas observações foram as mesmas que a equipe levantou até agora: “O Focus é estável, gostoso de dirigir e confortável”.



Eu, enquanto isso, me instalei no lado direito do banco traseiro, localização que me permitiu realizar duas observações. A primeira foi o cinto de segurança, que emitiu diversos (e irritates) “créc créc” e “tríc tríc” em alto e bom som nos meus ouvidos quando passamos por terrenos acidentados – espero que essa característica seja apenas de nossa unidade. A segunda observação foi o alto nível de ruído gerado pelos pneus do eixo traseiro, que não é tão perceptível quando se está nos assentos dianteiros. Em alguns momentos cheguei a pedir aos passageiros da frente que aumentassem o volme da voz durante uma conversa, uma vez que a audição ali atrás fica um pouco prejudicada pela falta de um isolamento acústico melhor.

Também reparei, na hora de assumir o volante (tarde da noite), que não gosto da iluminação dos faróis do Focus para estradas. Apesar do farol alto ser excelente, achei a iluminação normal baixa, com alcance limitado. Conversamos com a assessoria de imprensa da Ford sobre o assunto e descobrimos que o modelo que avaliamos, por ser um veículo “pré-série”, não apresenta a regulagem de altura dos farois, um ítem de série no Focus. A falta do dispositivo, portanto, pode justificar a queixa.

E trafegando sem pressa, meu consumo médio ficou em 9,8 km/l.

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20º DIA

Mensagem por andermen em Dom Mar 14, 2010 10:51 am

POSTED BY: MÁRCIO MURTA ON: MARÇO 8 2010 • CATEGORIZED IN: MOTOR

Despedida, mas só por enquanto

Após passar alguns dias com o Focus e com ele percorrer 419 km, é chegada a hora (nada animada) de me despedir do modelo. Garanto que apesar das falhas em relação ao acabamento, sentirei saudades do hatch médio da Ford. É um veículo gostoso de conviver no dia a dia e que, além de possuir um ótimo compromisso entre conforto e esportividade, é econômico.

Quanto mais conheço a versão Sigma do Focus, mais desconfio que o teste dos 100 dias será emblemático – ao menos para mim - quando a versão 2.0 ocupar nossa garagem. O fato é que o modelo 1.6 anda muito bem, é – a meu ver – bastante econômica e sua dirigibilidade é ótima. Tais características podem colocar a configuração com motor 2.0 de 148 cv (33 cv a mais que a testada atualmente) em uma situação delicada, uma vez que ela custa R$ 4.170 a mais e provavelmente – não afirmo pois ainda não a testamos – consumirá mais combustível. A justificativa seria que sua potência, 28,7% superior e seu torque, 18,2% maior, lhe entreguem desempenho superior. Porém, volto para a questão: será necessário? Bom, é melhor conter a ansiedade e esperar o teste correr. Mas começo a sentir a tal insônia que o Gerson Campos comentou no 11º, 12º e 13º dias de avaliação do modelo.

Computador de bordo

Quem acompanhou os últimos dias de teste perceberá que citei o consumo de combustível do computador de bordo, assunto que levantou muitos questionamentos. Especialmente sobre os números revelados. É importante lembrar aos leitores que o consumo de combustível de qualquer veículo será alterado de acordo com diversas variáveis, como a fluidez do trânsito, região em que se trafega (com ou sem subidas, por exemplo), motorista (que pode ou não ter o pé mais pesado), entre outros.

Circulando dentro da cidade sem trânsito – apenas parando em faróis – na manhã desta segunda-feira o Focus registrou média de 6,5 km/l – inferior aos 8,2 km/l que obtive em um percurso que basicamente não enfrentei sinais – em seu computador até chegar na marginal. Nesse trajeto, passei por subidas, descidas e parei em semáforos. O segundo trecho que registrei envolveu um percurso de aproximadamente 8 km de marginal a 90 km/h – o que diminui o consumo por conta da velocidade constante e rotação baixa – e 3 km de trânsito com diversas paradas em sinais e esquinas. Nesse trajeto, o hatch registrou média de 8,9 km/l com álcool.



Particularmente estou convencido de que o consumo do Focus 1.6 Sigma é muito bom caso o modelo seja dirigido em baixos giros. E ele anda bem quando é exigido, além de ser elástico. Estou satisfeito.

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21º DIA

Mensagem por andermen em Dom Mar 14, 2010 10:51 am

POSTED BY: CÉSAR TIZO ON: MARÇO 9 2010 • CATEGORIZED IN: ACABAMENTO, CONFORTO, DIRIGIBILIDADE, ERGONOMIA, ESPAÇO
O pluralista Ford Focus

Nesta terça-feira (9) o Focus teve um longo e corrido dia, motivo pelo qual não consegui publicar este post antes. Nosso hatch foi utlizado para uma rápida viagem de pouco mais de 200 km pelo interior de São Paulo, saindo da capital e rumando até a cidade de Limeira.

Como você já vem acompanhando aqui no Teste dos 100 Dias, eu sou mais um que assina embaixo da opinião dos amigos da redação que consideram o Focus 1.6 exemplar em percurso rodoviário. Além disso, acho o bloco Sigma bem adequado para o modelo. Ele não é fraco, mas também não tem o ímpeto de um Honda Civic Si, só que cumpre muito bem sua função de impulsionar o Ford por aí. Mas bem que ele podia consumir menos…

Mas o que gostaria de abordar no dia de hoje é um item fundamental para o conforto a bordo, principalmente para o motorista: a grande amplitude das regulagens do assento do condutor e da coluna de direção.

Durante a viagem desta terça alterei o comando do Focus com o Leonardo Barboza, o qual possui altura semelhante à minha, mas posiciona o volante de uma forma diferente. Cada vez que sentava no banco dianteiro esquerdo não era difícil deixar o Focus novamente em uma posição agradável. Só o assento regula a altura facilmente em mais de 5 cm, suficiente para que um motorista com bem mais de 1,80 m se acomode da melhor forma possível. Já o volante pode ser regulado tanto em altura como profundidade. Entretanto, uma caracterísitica do Focus que não me agrada é o pedal da embreagem, alto demais para minha opinião.


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22º DIA

Mensagem por andermen em Dom Mar 14, 2010 10:52 am

POSTED BY: CÉSAR TIZO ON: MARÇO 10 2010 • CATEGORIZED IN: ACABAMENTO
Sim, também temos ferrugem!



Atendendo aos diversos pedidos de leitores que já adquiriram a nova geração do Ford Focus, informo que a unidade avaliada por nós aqui no Teste dos 100 Dias também apresenta o problema de ferrugem na parte inferior do assento do motorista.

Conforme relatado por uma série de leitores, a ferrugem não aparece nos trilhos de sustentação dos bancos, mas em uma espécie de acabamento metálico na parte central da peça, como é possível notar na imagem acima. Já o banco do passageiro apresenta o mesmo problema, porém a ferrugem ainda está começando e não tomou uma parte muito grande do metal.

Entrei em contato com a Ford na tarde desta quarta-feira (10) para apresentar o problema a eles e pedir por uma resposta da empresa com relação a isso. A assessoria de imprensa ficou de apurar o problema e, em breve, nos oferecerá uma resposta. Assim que receber mais informações sobre o assunto voltarei a postar aqui no blog.

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24º DIA

Mensagem por andermen em Dom Mar 14, 2010 10:53 am

POSTED BY: RAFAEL MUNHOZ ON: MARÇO 12 2010 • CATEGORIZED IN: CONFORTO
O espaço roubado



Até mesmo com a segurança existente nos carros atuais, o extintor de incêndio, obviamente, continua sendo um item de extrema importância. Mas e quando ele rouba um espaço considerável que pode tornar a vida do passageiro um pouco menos confortável?



É o que acontece no Focus. Eu reparei nisso nos últimos dias e hoje resolvi fazer a medição. O extintor (e o carpete que o envolve) pode ocupar (dependendo da posição do banco) nada menos que 22 cm de largura e 10 cm de altura. Ou seja, em vez de ter pouco mais de 60 cm para colocar algum objeto, além de poder esticar e encolher as penas, o passageiro passa a ter apenas 2/3 disso, com 40 cm (espaço disponível para apoiar os pés, independentemente da posição do banco).

Claro, não se trata de algo grave, mas acho importante mostrar isso, já que um dos objetivos do Focus é proporcionar conforto. O carro é realmente confortável, mas peca em detalhes como o descrito acima, que podem ser acompanhados nas fotos que ilustram este post.

Vale lembrar que o item é obrigatório no Brasil desde 1968. Em algumas outras partes do mundo, o equipamento não é necessário. Tanto que, em alguns carros importados, o extintor parece ficar em uma posição improvisada.

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É isso aí! Agora sou proprietário do focus ENF 8547!!!

Mensagem por regispaulo em Seg Jul 12, 2010 3:06 pm

Rafael,

Gostaria de saber sobre o pedal do freio e acelerador, que ficam muito juntos. Eu uso sapatos sociais para ir ao trabalho e tenho dificuldades para andar com o carro. Será que existe alguma forma de arrumar isso?

Quanto as calotinhas das rodas é um fato triste... as mesmas poderiam ter algun "parafusinho" que pelo menos assegurasse sua fixação.

Quanto ao restante, o carro é excelente, tirando os detalhes de acabamento das maçanetas que poderiam vir pelo menos com uma pintura cinza ou cromadas.

Atualmente o carro está com 21.500km e a partir daqui postarei os detalhes sobre a manutenção e as novidades boas e ruins sobre o carro.

Grande abraço!

Régis

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Re: [TESTE DOS 100 DIAS] Novo Focus 1.6 GLX e 2.0 GLX Flex

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